Até os quinze,
Brinca, estuda, aprende
A maquiar-se e como se finge
O poder do seu corpo, a surpreende.
O próximo marco então
Até os vinte e cinco reluz
Namoros, pegadas, baladas, graduação
O corpo belo e fértil, como seduz!
Mas é a mulher que reproduz
Até os trinta e cinco é desafiada
Se fica apagada ou vai dar a luz
Está emancipada, empregada ou casada
A prole precisa de colo
Dedicação, presença e afinco
Viagens, família, carreira ou mãe-solo?
Se aproximam os quarenta e cinco
O corpo pausa em declínio
As decisões já foram feitas
Cinquenta e cinco serão um fascínio?
Poder escolher com quem se deita?
Sessenta e cinco em diante
Cuida do PET, dos pais, dos netos e da mente
Pois sabe que dali pra frente
O corpo e a vida são decadentes
Enfim, reflete agora matriarca
Dos setenta e cinco até o anoitecer
Descendências, legados, vivências e marcas
Décadas somadas de cada mulher!

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