terça-feira, 16 de julho de 2024

O desfecho da cena

É como se eu não tivesse existido ali.
Mas eu teria que ficar pra compreender e ver ao vivo, o desfecho, me deixo, me deixa.
Afinal, são humanos em suas buscas incessantes, de algo que faça sentido, contidos, entretidos.
Eu, aguçando os sentidos.
Minhas percepções que colecionei até então.
Precisava ver como as histórias iriam terminar naquela noite.
O enredo, repetido, previsto, mas desejado.
O máximo de limite que aquelas almas, dentre elas a minha, estavam buscando.
Falhas, sentidos, desilusões, desarranjos da jornada.
Um escape, um suspiro da tentativa de fugir.
Do eterno retorno, da volta ao começo.
Quiça uma fuga, algo que toca, para justificar, tentar, entender, as asas na costa.
O eterno desfecho da cena!
Tão previsível, mas desejado, repetido.
DeseJado, DeJavu, DJ!
Devenir, Martelo!
Repetir do devir, a ser.
O desfecho, da cena!