O engodo da super formação continuada de professores e o fracasso da educação
Como explicar esse dilema que existe na educação pública brasileira:
Professores públicos cada vez mais qualificados, escolas públicas cada vez mais equipadas e alunos cada vez mais defasados e despreparados?
Será que tanta qualificação está beneficiando realmente os alunos ou somente os professores que a elas se submetem?
Taí um dilema interessante para professores que estão chegando nas redes públicas de educação refletirem.
Os professores das "antigas", com menos qualificação profissional que a obtida pelos atuais, conseguiam oferecer processos de ensino/aprendizagem dos seus alunos mais efetivos e valorizados pela sociedade civil.
Nas ciências biológicas, alunos de licenciatura, quase que na maioria, buscam carreira acadêmica a todo custo, fugindo da sala de aula.
Depois que chegam ao ápice da carreira acadêmica nas Universidades, defendendo teses e dissertações que muitas vezes abordam temáticas carregadas de ideologias e narrativas e quase nada de ciência prática e aplicada, não conseguindo nelas permanecerem, por falta de bolsas, fazem concursos para as redes públicas de educação, a fim de se manterem financeiramente e seguirem suas vidas "profissionais".
O que tenho visto de professores novatos na rede municipal de Belo Horizonte, especialistas, mestres e doutores de todas as áreas da licenciatura, pedirem exoneração, ou optarem por outras profissões, após alguns meses ou anos de sala de aula, não é brincadeira.
Quando não exoneram, mexem seus pauzinhos e conseguem uma colocação na secretaria de educação, a partir dos seus contatos nas universidades, para serem componentes de "equipes pedagógicas" que irão ditar o que devem fazer os demais professores que "encaram" as salas de aula todos os dias.
Com salários baixos, falta de incentivos financeiros, alunos desinteressados e indisciplinados, violência escolar crescente, currículos contaminados por pautas identitárias, greves políticas anuais e recorrentes, a nossa profissão vai se sucumbindo a subversão comunista.
Passa então, a ser exercida por "professores" cada vez mais desqualificados, oriundos de cotas e facilitadores de ingresso na universidades, pois, como foram sub formados como alunos nas escolas públicas, a elas retornam como professores ou oficineiros para darem sequência ao ciclo perverso de subversão das nossas crianças e dos nossos jovens.
Sindicato dos professores atuam politicamente, pensando apenas no imposto sindical e nas mensalidades dos sindicalizados, nas suas greves políticas, para fingirem que estão "lutando" pelos professores, demonizando, de forma pacional, os administradores públicos da vez.
Colaboram, atuando as escondidas junto às secretarias de educação, as universidades e faculdades públicas, promovendo programas de super-qualificação docentes, muitas vezes inaplicáveis em sala de aula, tudo isso bancado com o dinheiro do pagador de impostos.
Em parceria com o executivo municipal, firmam contratos com "faculdades" de qualificação acadêmica duvidosa, com vistas a promoção financeira dos professores em suas carreiras, sem exigência compensatórias que gerem avanços nas aprendizagem dos alunos, gerando como resultado final a sub-qualificação discente e o fracasso da educação pública brasileira.
É necessário, com urgência, ao se discutir a qualidade da educação pública brasileira, investigar mais a fundo essas engrenagens que "movimentam" essa maquinaria perversa e subversiva que atua nos sistemas públicos educacionais brasileiro.
Políticas educacionais infladas de faz-de-conta bancadas pelas contas gordas da educação.
Lamentável!