domingo, 30 de janeiro de 2022

VÁ PARA CIMA E VACINA, O QUE SE HÁ DE PFIZER


(Marcello Dhias - 30-01-2022)

Tempos ignorantes

Pessoas arrogantes

Afrontam inconsequentes

A saúde de inocentes


Dar tempo ao tempo

Não se faz mais presente

Seringas delirantes

Mentes entorpecentes


Não há mais razão

Muito menos porquês

Zumbis na multidão

Flores mortas num buquê


Seu corpo, minhas regras

E quando um dos pais a vacinar, nesse momento, se nega?

A palavra de uma médica, anestésica

Vale mais do que a de quem carrega?


Passei tempos sem te ver

Evitei o convívio para te proteger

Mas como argumentar com a genitora, seguidora

Quando ela quer pagar para ver?


Ela vem para cima, sem vacilar

Estão todos contra você, melhor se calar

Tenho um pequeno corpo a vacinar

Sequelas, anomalias, melhor desconsiderar


Os benefícios são maiores do que os riscos

Efeitos adversos graves não tem como prever,

Tira logo essa foto, eu quero publicar

Afinal de contas, a vacina é segura e tem seguro,

Ela é da Pfizer, o que se há de Pfizer?

sábado, 15 de janeiro de 2022

A VERDADE DÓI, MAS ALIVIA O PESO DA ALMA

Vivemos um momento ímpar na humanidade.

Vínhamos construindo um mundo baseado no politicamente correto, na etiqueta, na netiqueta, na mão na boca ao falar, no falar baixo, no ser cordial, no ser ambientalmente correto, no tudo, tudo para um mundo melhor.

Em um mundo forjado em modelos a serem seguidos,  temos que desconfiar desse esforço coletivo para sermos "política e ambientalmente corretos".

Isso exige um certo grau de vigilância pois resíduos e ruídos hão de surgir dessa tentativa inútil de modelar o que por natureza é caótico.

Portanto, ao nos esforçarmos para sermos "política e ambientalmente corretos", socialmente palatáveis, humanamente coerentes, seria conveniente assumirmos que existem dois caminhos a serem seguidos para atingir tal feito, que como disse anteriomente, é inatingível, pois somos humanos, demasiados humanos.

Uma aproximação coerente talvez seja viável e possível.

Um caminho é adotarmos os "modelos", os "padrões" que estão amplamente disponíveis na sociedade sem um grau mais profundo de reflexão que nos permita entender o "porquê" adotamos esse ou aquele comportamento em busca do politicambientalmente correto.

Estão todos fazendo? Deve ser algo bom? Então eu vou fazer e adotar também!

Essas premissas seriam suficientes para embasarem a decisão da maioria das pessoas e assim aderirem ao "rebanho" do politicambientalmente correto e suas derivações.

Outra possibilidade, essa mais ardilosa, mais esburacada, mais rejeitada, mais solitária, mais temida, mais evitada, mais incompreendida, mas talvez, a mais "verdadeira" e que nos permita aproximar, de fato, da essência do politicambientalmente correto, seria ir buscar o entendimento no simulacro.

O simulacro é a lata de lixo, o descarte, os resíduos, as inconsistências, as incoerências que foram intencional ou displicentemente descartadas por aqueles que formularam os modelos ou adotam o "modelo" como via de regra para serem pessoas politicambientalmente corretas.

É nessa sarjeta, nesse aterro sanitário, nesse emaralhado de pedaços que iniciaremos o processo de coleta seletiva, de triagem, de criação de classificações, de seleção do que serve e o que não serve, de categorias para dar alguma lógica, algum sentido, àquilo que não serviu para compor o modelo.

É nessa tarefa solitária, mas altamente significativa e vívida, que formularemos a nossa versão ímpar e muitas vezes incompreendida, por terceiros, mas altamente compartilhável, com terceiros, do nosso politicambientalmente correto.

Ela nunca estará acabada, pois a cada atualização do modelo, novos resíduos hão de surgir e assim,  "mais verdades" o simulacro vai conter que podem, ou não, vir a fazer parte da nossa versão provisória do politicambientalmente correto.

Nessa experiência de revirar o lixo do simulacro, viveremos um êxtase tamanho para significar e experimentar a vida, os bons encontros, a plenitude da natureza, cientes devemos estar, que seremos extremamente rejeitados e até invejados por aqueles que escolheram a via modeladora, mais fácil, mais prática, porém a mais aprisionante.

Por onde começar? Como vivo isso na prática? Isso é utópico demais.

Os modelos e o simulacro estão aí, agora, bem na sua frente. Aguce seus sentidos e aprenda a identificá-los.

Exploremos portanto, mais nossos simulacros. É lá que habita a "verdadeira vida e a verdade"!

https://youtu.be/UAiuqLezs28